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Doria usa bem a internet porque valoriza a comunicação

*Texto extraído da coluna semanal do nosso diretor Ednelson Prado no portal Meon

– Você viu as rede sociais do Doria?

– Vi, claro que vi.

– Nossa, o Doria tá ‘bombando’ nas redes sociais.

– Sim, ele está indo muito bem.

– Queria que tivéssemos o alcance do Doria.

– Você pode ter, mas vai ter de trabalhar para isso.

– O que você acha do Doria nas redes sociais?

– Acho que ele está fazendo bem a lição de casa.

Esse diálogos são reais e os tive por diversas vezes ao longo dos últimos seis meses com clientes, alunos e amigos.

A boa projeção obtida pelo prefeito de São Paulo na internet, desde que assumiu seu mandato à frente da maior cidade da América Latina, surpreendeu muita gente, em especial os políticos que não fazem o uso correto das redes sociais ou fazem uso parcial das ferramentas digitais. De todas as respostas dadas aos questionamentos e falas recebidas, a que mais gostei: se quer o resultado que ele vem obtendo, faça como ele, trabalhe como ele e entenda o valor da comunicação.

Porque no fundo, para mim, é bem isso. A grande vantagem do prefeito João Doria é ser uma pessoa da comunicação. Sendo assim, ele sabe a importância e o peso que ela precisa ter no seu mandato.

Claro que, em se tratando de campanha, o discurso será sempre que saúde, educação e segurança serão prioridade. Afinal, as pesquisas apontam que é para essas áreas que a população espera solução, e são elas que precisam mesmo de atenção. Nunca falarei contra isso. No entanto, tenho bem claro que qualquer mandato, Executivo ou Legislativo, precisa ter como uma de suas prioridades a comunicação.

Infelizmente, não é o que se vê na prática. Para confirmar o que digo, é só olhar com carinho para as eleições de 2016. Será fácil perceber que boa parte dos prefeitos e vereadores que não se reelegeram não conseguiram os votos esperados por terem não apenas mandatos fracos, sem realizações, mas também por conta de uma comunicação falha com os cidadãos. Mais que isso, é possível perceber que tivemos ainda aqueles que fizeram bons mandatos e não garantiram os votos esperados porque falharam ao ignorarem a força de uma comunicação bem feita.

Como eu sempre digo: comunicação pode não salvar um mau mandato, mas com certeza, sem uma boa comunicação, um bom mandato pode não avançar. E por uma simples razão: as realizações, obras e ações ocorrerão, mas a população não ficará sabendo. Sendo assim, a oposição terá todas as condições de propagar um discurso de que nada foi feito, que a cidade, o Estado ou o país está abandonado. Afinal, todos sabemos que é mais fácil destruir que construir.

Além disso, no caso de João Doria, recentemente, em uma entrevista à Folha de São Paulo, o coordenador de comunicação do prefeito da capital, Daniel Braga, disse algumas coisas que corroboram minhas colocações: que o chefe do Executivo promove uma “comunicação espontânea e bem humorada”; que “o prefeito tem seguido a recomendação com rigor”; que o prefeito entendeu que não faz sentido priorizar rádio, TV e jornal impresso, “já que 98% da população de São Paulo têm acesso diário, em tempo real, às mídias digitais”.

Digo que tais colocações corroboram o que sempre digo pelo simples fato de que a comunicação na internet deve mesmo ser pautada pela espontaneidade e o bom humor. Quem está nas redes sociais não quer ser invadido a todo instante por fotos posadas, de políticos falando de si e de seus feitos. As realizações devem ser apresentadas de forma leve, sem saturar o receptor.

No entanto, não é isso que se vê. Faça um teste: escolha, agora, dez políticos com mandato e veja que, em suas páginas pessoais, a maior parte do conteúdo é voltada a falar deles próprios e de suas realizações, reuniões, encontros, e muito pouco sobre algo que realmente interesse ao cidadão.

Outro ponto com o qual concordo, e defendo há tempos, é a questão de seguir orientações da equipe de comunicação. E olha que o Doria é um homem da comunicação. Logo, ao contrário da maioria, tem condições e argumentos técnicos para questionar –certamente deve fazê-lo– mas respeita quem é da área e segue o que é dito. Isso vai na contramão do que a maioria dos políticos faz.

Digo isso, pois acredito que isso ocorra –não seguir as orientações da equipe de comunicação– porque os políticos eleitos, em grande maioria, são tomados no dia da posse por um espírito obsessor que os torna donos de tal sabedoria que os permite emitir opinião, conhecer e serem capazes de dizer o certo e o errado a respeito de todos os assuntos, de “cólica renal à cefaleia”.

Não acredita no que digo? Experimente conversar sobre comunicação com determinados prefeitos ou vereadores Brasil afora e você verá que eles possuem todas as respostas do mundo a respeito desse tema em especial, além de outros, é claro.

E, por último, o ponto que se refere ao uso prioritário da internet em detrimento aos demais veículos. É claro que rádio, TV e jornal impresso merecem atenção e não podem ser ignorados, mas eles, há algum tempo, já não deveriam ser o foco. Como diria aquela música de Chitãozinho e Xororó, “o artista deve ir aonde o povo está”. E o povo está na internet. Então, é para lá que os políticos deveriam ir, e da forma correta, não da maneira que eles acham que devem ir.

Por tudo isso, que vejo que o prefeito João Doria se dá bem no uso das redes sociais. Ele entende tais preceitos, diferentemente da grande maioria da classe política.

Por isso, para encerrar, fica a dica: quer resultados como o Doria? Faça como ele e entenda o seu papel no processo de comunicação, ouça e execute.